Revista Eletrônica Estácio Saúde, Vol. 5, No 2 (2016)

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EDITORIAL

Fábio Sprada de Menezes

Resumo


PRATICAR COM BASE EM EVIDÊNCIAS, POR QUE FAZÊ-LO?A experiência adquirida pelos anos de prática geralmente é uma grande aliada do bom profissional da área da saúde. Porém, essa “fiel escudeira”, se acompanhada de um excesso de autoconfiança, pode se tornar uma grande inimiga oculta.O mais perigoso erro que pode ser cometido em nossa missão neste plano chama-se Erro de Super Confiança. Nesses casos o indivíduo que trata fica tão adaptado à rotina de casos clínicos similares no seu cotidiano clínico que entra num verdadeiro “modo automático”, onde acredita sempre que os quadros são parecidos e apenas a sua experiência e o seu vasto conhecimento são suficientes para gerar garantia de ganhos na saúde dos nossos pacientes(1).No entanto, cuidar da saúde de humanos é algo complexo e todos sabemos disso. Todas as condições de incerteza provocadas pelo metabolismo dos seres biológicos geram sempre um grão de dúvida mesmo quando lidamos com algo muito simples, como tratar uma simples gripe. Essa possibilidade de falta de acurácia aumenta quando por algum momento deixamos de dar a atenção devida a algo que merece nosso foco pleno, por achar que “sabemos tudo”. E o erro de Super Confiança é uma das principais causas de falha nas condutas em saúde.Para evitar isso, à área da saúde caminha, ou ao menos deveria caminhar, cada vez mais rápido para a Prática Baseada em Evidências (PBE). Mas o que seria isso?A PBE, segundo seu principal ícone o Dr. David Sackett e seus colaboradores, é uma via que contempla a intersecção de três pilares importantes no tratamento de pacientes: a melhor evidência externa disponível, a expertise clínica do profissional e os valores do paciente(2).A melhor evidência externa disponível refere-se ao conhecimento do que há de melhor na literatura científica internacional sobre aquele assunto, dando-se preferência para Ensaios Aleatorizados e Revisões Sistemáticas dos Estudos, onde encontra-se a melhor informação sobre o tema estudado.A expertise clínica refere-se àquilo disposto na primeira fase desse texto, nossa grande aliada. Ou seja, você deve ter experiência e conhecimento suficiente para aplicar a terapia que apresenta a melhor evidência disponível.E, ao mesmo tempo, os valores do paciente devem aceitar esse encaminhamento clínico, pois tratamentos contra a vontade do paciente além de piorar a aliança terapêutica entre profissional e paciente geram a possibilidade de um efeito psicológico poderoso e contrário às intenções da terapia, o que pode gerar repercussões clínicas indesejadas.Por isso, tratar usando a PBE é bastante recomendado, pois torna nosso caminho difícil nas entranhas da fisiologia humana, um tanto melhor guiado e mais cheio de certezas.A Revista Estácio Saúde tem nessa edição uma série de artigos interessantes nos mais diferentes campos do nosso domínio, o que permitirá ao leitor uma ampliação do seu conhecimento nas áreas de interesse e a possibilidade de cada vez mais Praticar com Base em Evidências!Boa Leitura!!

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