Revista Eletrônica Estácio Saúde, Vol. 5, No 2 (2016)

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Base molecular dos efeitos da criolipólise sobre a produção de irisina e surgimento de adipócitos beges

Glória Márcia Motta Silveira, Husten Silva Carvalho, Anderson dos Santos Cordeiro

Resumo


O tecido adiposo branco é mais abundante que o tecido adiposo marrom no corpo humano e apresenta capacidade de armazenamento de lipídios. O tecido adiposo marrom sustenta a termogênese pela oxidação de ácidos graxos e glicose. A Irisina é secretada pelo tecido muscular e pode aumentar a atividade termogênica em adipócitos marrons ou transformar adipócitos brancos em beges. Os adipócitos beges também apresentam atividade termogênica e, por isso, são considerados uma importante ferramenta no tratamento da obesidade. Estudos em humanos demonstraram que a exposição ao frio foi capaz de levar a formação de tecido adiposo bege a partir de tecido adiposo branco, com aumentos nos níveis de irisina. Como alguns desses estudos ofereceram condições semelhantes às experimentadas durante a criolipólise, foi realizado este estudo de revisão procurando relacionar as condições de temperatura e sucção, oferecidas pelo equipamento de criolipólise, e um possível surgimento de adipócitos beges. Para tanto realizamos busca de artigos originais publicados nos últimos 5 anos nas bases de dados SciELO e PubMed. Selecionamos 104 artigos, sendo que 72 foram excluídos por não atenderem completamente os critérios de inclusão e 32 foram utilizados no trabalho. De acordo com a avaliação realizada, a baixa temperatura gerada pela criolipólise não alcança regiões mais profundas, sendo pouco provável que irisina seja secretada pelo músculo esquelético. No entanto, há relatos da expressão de irisina em outras células, como nos fibroblastos e nos próprios adipócitos brancos. A exposição ao frio leva a liberação de mediadores locais como a noradrenalina e o fator de crescimento de fibroblastos (FGF gene 21). Além disso, após o esfriamento a vasoconstrição deve perdurar favorecendo a intensificação de seus efeitossobre a secreção de irisina. A resistência à irisina foi encontrada em vários estudos envolvendo animais obesos, semelhante ao que acontece com insulina e leptina, no entanto, a criolipólise não é aplicada nessa condição em humanos. Há possibilidades de transformação de adipócitos brancos em beges durante a criolipólise a partir da indução pelo frio ou pela irisina, que deve apresentar seus níveis aumentados pela baixa temperatura e secreção de mediadores por fibroblastos e adipócitos brancos. 

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