Gestão Contemporânea, Vol. 11, No 1 (2021)

Tamanho da fonte:  Menor  Médio  Maior

FAVORITISMO, TRIBALISMO E NEPOTISMO: IMPLICAÇÕES COTIDIANAS E ORGANIZACIONAIS.

Denilson Aparecida Leite Freire

Resumo


Em um cenário extremamente competitivo, as pessoas e as organizações tendem a proteger e a beneficiar seus familiares e conhecidos em detrimento de pessoas, muitas vezes, mais qualificadas, o que pode trazer graves prejuízos ao clima organizacional ou às relações interpessoais dos envolvidos. Com o intuito de analisar tais impactos, esse artigo levantou a percepção dos indivíduos acerca das práticas de favoritismo, tribalismo e nepotismo tanto no seu cotidiano, quanto nas práticas organizacionais, verificando como os pesquisados as percebem e as diferenciam, analisando-as se se tratam de apenas um jeitinho brasileiro, ou são atos de malandragem ou mesmo práticas corruptivas. Para o alcance desse objetivo foi utilizada uma pesquisa do tipo survey com indivíduos maiores de 18 anos e que possuíssem um papel ativo na economia. Os dados revelaram que quase 1 terço da amostra já praticou ou foi beneficiada pelo favoritismo. Além disso, 54,6% dos pesquisados afirmaram terem presenciado a contratação ou bonificação de pessoas via o favoritismo. Por fim o estudo revelou traços de conformismo e aceitação desses fenômenos por parte dos pesquisados, bem como revelou que eles veem como favoritismo ou preconceito as diferenças sociais tais como o sistema de quotas.

Texto Completo: PDF