Memória, Justiça e Verdade: a parte visível. Org. Prof. Virgílio de Mattos. Bh: AAFPPL/CAAP/DCE-UFMG, 2014, 112p.

Conseguimos derrotar apenas a ditadura militar. A ditadura empresarial, a ditadura do capital continua firme por aí nas esquinas. É preciso avançar e pensar: quando é que essa exploração termina? As novas gerações, entretanto, não têm qualquer ligação com o tema da ditadura militar-empresarial que enlutou o país de 1º de abril de 1964 a 5 de outubro de 1988. Este livro é um relato de um fracasso. É preciso confessar o fracasso do plano inicial e ambicioso de fazer uma espécie de radiografia da lei de anistia e seus significados e desdobramentos. Interessar os alunos e ampliar a discussão para outros grupos de estudos da área de ciências sociais. Não foi possível. A ideia era a construção de um texto coletivo do Grupo de Pesquisas Memória, Justiça e Verdade, que se reúne - há pouco mais de um ano - semanalmente, na Faculdade Estácio de Sá Belo Horizonte, para a discussão dos processos ditatoriais no cone sul da América do Sul, da segunda metade do século XX. Isso conseguimos, e agora os apresentamos. É uma história de como veem a história os jovens que têm a idade que tínhamos quando começamos a militar no movimento estudantil. Apresenta a última entrevista de Universindo Diaz Rodriguez, militante uruguaio sequestrado em Porto Alegre, um dos raros casos de documentação da famigerada Operação Condor, que faleceu em consequência das torturas sofridas em Porto Alegre. Prefácio de Delze Laureano dos Santos e Frei Gilvander. Posfácio de Carlos Magalhães.