Ciência (In) Cena Bahia, No 7 (2018)

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ENSAIOS SOBRE A LOUCURA: UMA ANÁLISE COM ALUNOS DE PSICOLOGIA

Juliana Caroline Mendonça da Silva, Cristiane de Carvalho Guimarães, Stephany Reis Vale, Ágatha Lorrany de Santa Rita, Caroline Aranha Kalil, Ana Paula Pinto de Lima, Rafael da Conceição Caetano

Resumo


Por toda a história humana a loucura tem estado presente nas artes, na literatura, no senso comum e no discurso coloquial de todas as classes socioeconômicas. Sua essência é, entretanto, largamente desconhecida e sua compreensão varia de cultura para cultura. No mundo ocidental ela já teve diversas formas, concepções políticas, religiosas, doutrinárias e ideológicas. No Brasil somente com a Reforma Psiquiátrica, a partir dos anos 1990, entram em cena as equipes multiprofissionais (psicólogos, terapeutas ocupacionais, enfermeiros etc), que vão oferecer um olhar diferenciado para o sofrimento psíquico e a loucura, buscando uma atuação psicossocial. Mas até hoje a discussão sobre a importância relativa de fatores sociais, psicológicos e biológicos persiste e verifica-se a necessidade de formação de profissionais capazes de trabalhar com as pessoas que apresentam algum transtorno mental. A pesquisa “A loucura na formação do psicólogo” teve início em julho/17 dentro do Programa de Iniciação Científica da Universidade Estácio de Sá (UNESA) e se propôs a analisar a percepção dos alunos da graduação em psicologia (Universidade Estácio de Sá, campus Nova Iguaçu) sobre a loucura e as pessoas acometidas de transtorno mental e verificar se sua formação tem alguma influência nesta percepção. Foram aplicados 329 questionários aos alunos de primeiro e segundo; nono e décimo períodos. Os dados indicam grande desconhecimento técnico dos alunos sobre loucura, transtornos mentais e seus possíveis tratamentos, assim como preconceito dos alunos para com a loucura e as pessoas acometidas de transtorno mental. Acredita-se que o conhecimento construído com a pesquisa poderá contribuir para a mudança ou inclusão do tema nos cursos de psicologia e consequentemente para formação de profissionais mais qualificados e políticas públicas mais adequadas. Os dados foram apresentados aos alunos do campus e encaminhados à gestão do curso de Psicologia.


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